Cólera deixa Cabinda em ‘pânico’

O chefe de departamento provincial da Saúde Pública e Controlo de Endemias, Gabriel Nionje, manifestou-se preocupado com o aumento de casos de cólera em CAbinda, principalmente na faixa etária entre 20 e 50 anos, com destaque para o sexo masculino.

O responsável sanitário disse que a situação actual da província de Cabinda não só preocupa o sistema de saúde como um todo, mas, também, compromete a economia, por se tratar de pessoas em idade activa.

Sobre o facto de serem mais homens a contraírem a doença, Gabriel Nionje frisou que são mais estes que, em regra, comem fora de casa, logo com mais facilidade a serem infectados com o vibrião colérico.

“Os infectados são sobretudo os taxistas, moto taxistas, os que trabalham nas obras e os que vendem nos mercados informais, porque os homens comparados às mulheres têm menos cuidados do ponto de vista de higiene. Comem tudo e em qualquer lugar”, alertou.

Ao actualizar os dados epidemiológicos das últimas 24 horas, o responsável informou que a província de Cabinda registou mais três novos casos, o que totaliza 185 pessoas infectadas e o registo de uma morte.  

Neste momento, explicou, estão internados 12 pacientes, três dos quais recebem assistência médica no Centro de Tratamento da Cólera (CTC), com bons sinais de melhoria, e oito, em estado crítico,estão no Hospital Provincial de Cabinda.

Entre os oito pacientes, disse, um, devido à alteração clínica, foi acometido por insuficiência renal e está a realizar sessões de hemodiálise num dos centros da província, porém a situação está controlada.  

Os bairros 4 de Fevereiro, Chiweca, Povo Grande, Luva-Sul, Gika, Tchizo e 1º de Maio continuam a ser os mais afectados pela doença, onde a falta de saneamento básico é bastante notável.

“Grande parte das pessoas que reside nesses bairros consome água das cisternas ou das cacimbas e muitos sequer têm casa de banho em casa”, disse.

Sobre o combate definitivo à cólera, Gabriel Nionje disse que a tarefa não se restringe apenas aos agentes de saúde, deve envolver várias frentes, como as administrações municipais, empresas de fornecimento de água, Sector do Ambiente, Obras Públicas, assim como a colaboração dos munícipes.

Fonte: JA

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